Dia 26 de dezembro. Embarque previsto para às 15h no terminal 2 do Galeão. Destino São Paulo (conexão para o CHILE). A primeira coisa que fiz ao pisar no T2 foi embalar a mala no ProtecBag. Tinha uma família na minha frente que embalaria umas 5 malas. O pai da família tinha uns 45 anos, usava um chapéu de turista e me pareceu simpático.
Ao reparar que o jovem empregado da ProtecBag estava embalando as malas da família que nem a fuça dele, me estressei. Fiquei indignado pela queda do serviço e chamei o rapaz. Comecei a reclamar e o rapaz não gostou muito. O pai da família chegou perto de mim com um sorriso no rosto e com ares de insatisfeito também e falou “você tem toda razão”. Embalei a mala muito contrariado, afinal, a ProtecBag é a única empresa que faz isso no Galeão. Abaixo o monopólio!
Relaxei e fui almoçar. Se tem uma coisa que relaxa e me deixa feliz é COMER. Fui para a praça de alimentação na empolgação de comer no Spoleto. Para meu azar a fila estava quilométrica, então, resolvi comer no Pastatore, que fica ao lado.
Na fila mesmo veio uma atendente e anotou meu pedido (batata recheada de strogonof) e me pediu que sentasse. Fiquei intrigado com o atendimento e perguntei.
EU - E não preciso pagar?
ELA – Você vai pagar depois.
EU – E como você vai me entregar o pedido se não sabe onde estou sentado?
Na mesma hora ela parou de atender o próximo da fila.
ELA – Eu vou olhar onde o senhor vai sentar.
EU – Ah tá.
E fui sentar boladaço com o atendimento. Passou uns 20 minutos e nada. Fui no balcão perguntar onde estava a minha batata. Um atendente me respondeu que não tinham mais batata recheada. Em seguida a moça que me atendeu chegou. Questionei à VACA e ela teve a coragem de me dizer que minha comanda não estava lá e que eu não fiz o pedido. Pra quê?
Senti o sangue nos olhos. Esculachei o atendimento do Pastatore em um tom de voz alto e raivoso. A praça de alimentação do T2 inteira me olhando. A atendente nem me olhava mais. Apontei o dedo para ela e falei:
EU- E olha para mim quando eu falo contigo.
ELA (em tom de raiva também) – Não sou obrigada a olhar para você.
EU – É sim! Foi você que me atendeu.
O pai da família que também teve seu pedido perdido estava do meu lado. Chegou perto de mim e falou “Você tem toda razão, novamente!”. Não aguentei a observação do cara e soltei uma risada de canto de boca. Sai puto.
Geral me olhando. Escutei um comentário de um casal que também foi mal atendido pelo Pastatore: “ele tem razão, eles atendem muito mal”. Fui para a fila do McDonalds. Gigante. Resolvi comer o único salgado no Rei do Matte. Pedi um mate com guaraná. Ao pegar o copo, o deixei cair no chão e molhei parte da minha camisa (BRANCA!). CARALHO! Definitivamente não era o meu dia.
Em seguida veio um casal falar comentar comigo que o Pastatore também tinha perdido a comanda deles. Senti que estava ficando famoso no T2. hahahaha
Finalmente consegui embarcar. O comissão da TAM, com ares de homossexual convicto, me perguntou o que queria beber. Eu e o Frango pedimos suco de laranja. Quando ele acabou de encher meu copo pedi que com toda a educação do mundo que colocasse gelo. O Filho de uma égua ao invés de dizer ok mandou um CALMA com a cara de bunda que Deus deu para ele. O Frango mandou uma risadinha escrota e comentou “hoje não é o seu dia”.
No voo de São Paulo x Santiago de Chile, que também foi de TAM, a comissária também mandou um CALMA com a mesma cara de bunda do comissário bicha do primeiro voo. E eu só perguntei se tinha freeshop dentro da nave. Eu estava calmo, mas a piranha conseguiu me tirar do sério.
Fiquei tão puto com toda essa situação que estou sem saco para escrever sobre o primeiro dia. Depois falo…
… até a próxima!
