Dia 16.11.2013, acordamos bem cedo e fomos de carro direto para Chichén Itzá. A ideia era sermos o primeiro grupo a entrar no sítio arqueológico, e quase conseguimos! Se você quiser visitar uma das 7 maravilhas do mundo moderno, chegue cedo para evitar filas, excesso de gente atrapalhando as fotos, o sol do meio-dia e o risco de não conseguir entrar.
Pirâmide de Kukulcan, Chichén-Itzá
Só tenho uma coisa a dizer, os Maias eram "picas da galáxia"! FOTOS.
CHICHEN ITZÁ é uma cidade arqueológica maia localizada no estado mexicano de Iucatã, que funcionou como centro político e econômico da civilização maia.
As várias estruturas - a pirâmide de Kukulcán, o templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros - podem ainda hoje ser admiradas. O nome Chichén-Itzá tem raiz maia e significa "pessoas que vivem na beira da água".
Estima-se que Chichén-Itzá foi fundada por volta dos anos 435 e 455 a.C. Ela foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco em 1988.
Os engenheiros maias possuíam excelentes conhecimentos de astronomia e acústica para aquela época, chega a ser assustador!
Efeito sonoro - Pirâmide de Kukulcan
No vídeo acima o som emitido ao bater palmas em frente a escadaria "da serpente" da pirâmide de Kukulcan. O som é igual ao emitido por um pássaro típico da região. Mas o que mais impressiona é que só é possível ouvi-lo se estiver posicionado em frente à escadaria.
Escadaria da pirâmide Kukulcan com a serpente
Dos quatros lados da pirâmide, apenas um possui "as serpentes".
O alinhamento da construção da pirâmide permite observar diversos fenômenos de luz e sombra, os quais ocorrem cada ano no seu próprio corpo durante os equinócios e solstícios. Assim, as grandes esculturas de serpentes emplumadas, que guarnecem a escadaria Norte, devido à forma como as suas sombras se projetam, parecem mover-se durante os equinócios da primavera e do outono.
Feira de artesanato de Chichén-Itzá
O sítio possui vários artesãos vendendo souvenirs e como em toda viagem, o negócio é barganhar. Eles começam sempre com um preço MUITO alto, o famoso "se colar, colou". À medida que você diz "NÃO", o preço começa a cair drasticamente. Lembre-se, sempre diga NÃO. rs
Outro local bastante curioso de Chichén é o campo de jogos dos prisioneiros. O rei maia precisava proferir algumas palavras antes e após os jogos e era inviável que ele ficasse se esgoelando para que todos o ouvissem. Os engenheiros maias projetaram o campo aproveitando a acústica do local, de forma que o rei falava e sua voz ecoava pelo campo e arquibancada, sempre precisar gritar. #irado
Campo de jogos dos prisioneiros, Chichén-Itzá.
De lá partimos para Ek Balam, outro sítio arqueológico maia, mas não tão conservado ou conhecido como Chichén-Itzá. Ek Balam já foi a capital do império Maia, uma cidade muito rica chamada Talol, fundada por Ek Balam (jaguar negro).
Conforme mostra o mapa acima, o sítio fica no meio do nada. Um amontoado de pedra que um dia já foram pirâmides.
Uma dessas pirâmides possui uma escadaria sem fim, pela qual é possível subir e admirar a paisagem. Saca o visual na foto acima! Confesso que nesse momento fez valer todo o sacrifício de subir a escadaria e o tempo gasto com para visitar o sítio. E chegamos com o sítio quase fechando, se não me engano, por volta das 15h. FOTOS.
De lá corremos para o Cenote ZACÍ, no centro de Valladolid, ainda no Estado de Yucatán. Como o mapa acima mostra, são percursos extensos e, por isso, o aluguel de carro se faz necessário.
Conforme mostra o mapa acima, o sítio fica no meio do nada. Um amontoado de pedra que um dia já foram pirâmides.
Ek Balam vista de cima da pirâmide mais alta.
De lá corremos para o Cenote ZACÍ, no centro de Valladolid, ainda no Estado de Yucatán. Como o mapa acima mostra, são percursos extensos e, por isso, o aluguel de carro se faz necessário.
Cenote é uma cavida natural ou dolina resultado do colapso da rocha-mãe calcária expondo as águas subterrâneas. O Cenote Ik Kil (ou Il Kil) é um dos mais populares entre os turistas. Diversas excursões fazem paradas nesse cenote após a visita ao sítio arqueológico Chichén-Itzá. Para os mais aventureiros, há cenotes subterrâneos como o Dos Ojos, The Pit e Car Wash, em que o mergulho é todo feito dentro de caverna (cave diving). Mas o cenote que tínhamos mais perto era o ZACI, na pequena cidade de Valladolid. E que não decepciona em nada! FOTOS.
Cenote ZACI
A essa altura, nosso estômago já estava grudado na parede das costas... #PartiuAlmoço
Não me lembro o nome do prato :-/
E conhecer a culinária local faz parte da viagem, aliás, para mim, é o ponto auge! Pedi logo um prato com uma mistura de pratos típicos. Um deles cozido dentro da terra. Confesso que não gostei, mas valeu a experiência.
Alguns pratos típicos de Yucatán:
- Papadzules - Tortillas recheadas com ovo cozido, molho de sementes de abóbora e cobertas com molho de tomate e chile habanero.
- Panuchos - Tortillas recheadas de milho frito e cobertas com feijão preto, carne desfiada de peru ou galinha, alface, cebola "morada" e molho "xnipec".
- Chilmole - Peru com molho negro.
- Poc-chuc - Carne de porco magra marinada, assada e servida com cebola assada, feijão e laranja amarga.
- Pescado Tikinxic - Peixe marinado com achiote, envolvido em folhas de bananeira e assado, servido com molho de tomate e chile habanero.
Com o estômago forrado e com o dia já escurecendo, aproveitamos para conhecer a pequena cidade Vallodolid antes de voltarmos para Cancún.
Uma simpática cidade que vale apenas uma passada rápida pela Catedral de San Gervasio, Museu San Roque e o antigo convento San Bernardino de Siena, além do Cenote Zaci. Ah, não deixe de comer a famosa MARQUESITA vendida por comerciantes ambulantes na Praça Francisco Cantón Rosada. FOTOS.
Barraca de Marquesita, praça Francisco Cantón, Valladolid
A Marquesita pode ser feita com qualquer recheio, doce ou salgado, mas ela é tradicionalmente um doce que foi inventado na Ilha Del Carmo para substituir a venda de sorvete no inverno. Uma delícia!
Com a noite dominando o céu, já era hora de voltar para o hotel. Ao pedirmos uma direção a um guarda que estava próximo à uma praça, o dito cujo mandou a seguinte frase.
"Siga por esta calle e siga recto e derecho... derecho... derecho... derecho ... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho..."
Depois de uns 2 minutos, nos entreolhamos dentro do carro e cogitamos a hipótese de interromper o cara e dizer que já havíamos entendido, mas o cara continuou...
"... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho... derecho"
Já nem lembro se o cara decidiu parar ou se fomos nós que o interrompemos, a única coisa que sei é que ele estava com a razão. Mais de 2 horas depois de seguirmos "direto" chegamos no hotel exaustos e dando graças a Deus por ter sobrevivido aquela longa estrada no meio do nada e sem nem um resquício de iluminação.
#ThanksGod

